viernes, 19 de julio de 2013

Nômades do mar

Cineastas e designers desenvolveram um projeto para retratar o cotidiano do povo Moken, os nômades do mar.
A fotógrafa norueguesa Sofie Olsen uniu-se à equipe nas Ilhas Surin, na fronteira entre Mianmar e a Tailândia, para documentar seu modo de vida.
Os moken são caçadores que detêm um conhecimento excepcional do mar e da vida marinha. Tradicionalmente, sua sobrevivência é totalmente dependente dos recursos marinhos.
Eles podem mergulhar até 20 metros de profundidade e ficar lá por vários minutos em busca de peixes.

O Projeto Moken foi fundado por uma equipe de cineastas e designers, cujo objetivo é retratar o cotidiano do povo moken, que são "nômades do mar". A fotógrafa norueguesa Sofie Olsen uniu-se à equipe nas Ilhas Surin, na fronteira entre Birmânia e Tailândia para documentar seu modo de vida.

Os moken são caçadores que detêm um conhecimento excepcional do mar e da vida marinha. Tradicionalmente, sua sobrevivência é totalmente dependente dos recursos marinhos.

Eles têm uma rara visão submarina porque seus olhos são adaptados ao contato com a água. Mesmo sem o uso de pesos, eles conseguem andar no leito do mar como se estivessem caçando em terra.Os moken podem mergulhar até 20 metros de profundidade e ficar lá por vários minutos enquanto procuram por peixes.

Os moken podem mergulhar até uma profundidade de 20 metros e ficar por vários minutos enquanto procuram por peixes e crustáceos

Os pescadores nômades vivem no mar há séculos, mas recentemente vêm sendo estimulados a se estabelecer em terra firme e aderir ao modelo econômico tradicional.

Apesar de muitos moken viverem permanentemente em terra firme, muitas famílias continuam a passar seus dias a bordo de barcos de pesca. Nas embarcações mais novas, lonas substituem as antigas folhas de palmeira no teto e os motores, as velas.

Durante a maré baixa, mulheres coletam conchas. Elas utilizam cestas feitas em casa e facas simples como únicas ferramentas.

Uma forma tradicional de atrair peixes que vivem nas profundezas é ancorar uma corda a 70 metros de profundidade, amarrando ao longo dela folhas de palmeira com uma distância de dois metros. As folhas se transformam em recifes artificiais, atraindo peixes grandes e facilitando sua captura.

Durante milhares de anos, os nômades viveram sem muita influência externa, mas os sonhos e desejos da cultura ocidental começam a seduzir alguns, principalmente os mais jovens.

No entanto, algumas tradições ainda são evidentes e úteis. Durante o tsunami, em 2004, os moken ajudaram a salvar muitas vidas. Velhos conhecedores do mar, eles fogem para altitudes sempre que veem o oceano recuar.

Depois do tsunami, alguns nômades ganharam choupanas na praia. Como eles não têm mais condição de preservar seu modo antigo de vida como nômades do mar, estão vendo sua cultura rapidamente se dissipar.

O vilarejo virou uma atração turística da região. E à medida que começam a viver permanentemente em terra firme, vão sofrendo a influência do estilo de vida ocidental.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...