domingo, 26 de mayo de 2013

O lado belo das doenças

Um livro de fotos publicado nos Estados Unidos revela que até mesmo as doenças mais devastadoras podem ocultar uma beleza surpreendente sob as lentes do microscópio.
A patologista Christine Iacobuzio-Donahue, da Universidade Johns Hopkins, diz ter ficado emocionada ao se deparar com as imagens de um tumor na próstata. Ela conta que as formas e cores das células lhe lembravam obras de arte moderna penduradas em galerias de arte.
Ela uniu-se ao médico especializado em fotografia microscópica Norman Barker para captar imagens de doenças que foram reunidas na obra Hidden Beauty: Exploring the Aesthetics of Medical Science (Beleza Escondida: Explorando a Estética da Ciência Médica, em tradução livre)
Entre as imagens destacadas no livro estão as de um folículo capilar envolvido por um câncer de pele e manifestações de cirrose e da doença de Paget, que ataca os ossos.


O fígado, um dos maiores órgãos do corpo humano, é responsável por filtrar as impurezas do sangue. Uma de suas doenças mais comuns é a cirrose, que ocorre quando o tecido do fígado (em vermelho) é substituído por tecido fibroso (azul). Na tentativa de se regenerar, as células do fígado se proliferam, mas ficam contidas pelo tecido fibroso, resultando na formação de nódulos. (crédito: Hidden Beauty: Exploring the Aesthetics of Medical Science)


A doença de Paget atinge os ossos e se caracteriza pela regeneração óssea desordenada. A luz amarela indica que as células estão se reproduzindo sem controle.


Esta foto ilustra uma doença autoimune, que ocorre quando nossos mecanismos de defesa confundem uma parte do corpo com um invasor e a ataca.


A foto ilustra a formação do osso trabecular no fêmur, de aparência esponjosa. Entre suas funções, destacam-se a manutenção da força e elasticidade do esqueleto, além de alojar a medula óssea.


A imagem mostra a visão microscópica de um melanoma, o câncer de pele. O círculo no centro da imagem é um corte transversal de um folículo capilar rodeado por células do tumor contendo um pigmento marrom.


As placas de Petri são peças de vidro ou plástico redondas usadas por cientistas para analisar culturas bacteriológicas. Utilizando pigmentos e outras substâncias eles conseguem distinguir os diferentes tipos de bactérias. 


A placenta age como um mediador entre a mãe e um bebê, regulando a troca de nutrientes e produtos metabólicos. A foto mostra o local na placenta onde se desenvolve o cordão umbilical.


Os quatro tubos de ensaio mostram diferentes amostras de sangue. Após um processo de centrifugação, o sangue é separado em soro, em cima, e células coaguladas. O tubo da esquerda mostra um soro amarelado, de uma pessoa saudável. O segundo é vermelho porque foi afetado pela liberação de hemoglobina por células sanguíneas danificadas. O terceiro soro, de cor amarelo-esverdeada, acusa icterícia, uma síndrome caracterizada por altos níveis de bilirrubina no sangue. E o quarto acusa altas concentrações de triglicerídeos ou gordura. 

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