sábado, 8 de diciembre de 2012

Degelo

O degelo nas camadas polares fez com que o nível do mar aumentasse 11 milímetros nas últimas duas décadas, segundo um levantamento publicado pela revista Science.
O levantamento, que reúne resultados obtidos por mais de 20 equipes de pesquisa especializadas no polos gelados da Terra, está sendo considerado o mais "definitivo" já feito.
Até então, pesquisas isoladas obtinham resultados parciais - ora de degelo, ora de aumento da massa polar - gerando estimativas díspares e incertezas.
Em áreas como a Groenlândia, houve, por exemplo, perda de gelo no somatório total. Já a Antártida apresentou um quadro variado em suas diferentes regiões e um total inalterado de massa de gelo.


Sol da meia-noite reflete em iceberg na Baía de Disko, na Groenlândia. Boa parte da perda anual de gelo ocorre com a erosão de icebergs como na foto (Foto: Ian Joughin, Universidade de Washington).


O monitoramento por satélite permite uma análise mais detalhada dos polos ao longo dos anos (Foto: Ian Joughin, Universidade de Washington).


Especialistas em estudos por satélites uniram forças para obter os dados que embasam o estudo. Neste acampamento, cientistas britânicos analisaram a região da Península Antártida. Os estudos foram comandados pelo professor Andrew Shepherd, da Universidade de Leeds (Grã-Bretanha), e Erik Ivins, de um laboratório da Nasa, a agência especial americana, e combinam observações de dez diferentes missões de satélites (Foto: Hamish Pritchard, BAS).


"A taxa de degelo da Groenlândia aumentou quase cinco vezes desde meados dos anos 1990. Em comparação, ainda que as mudanças regionais no gelo da Antártida sejam muitas vezes surpreendentes, o balanço geral permanece razoavelmente constante, pelo menos de acordo com as medidas de satélite a que tivemos acesso", diz Ivins. Na foto, um iceberg na Baía Disko, na Groenlândia (Foto: Ian Joughin, Universidade de Washington).


"O sucesso desta iniciativa se deve à cooperação da comunidade científica internacional e a sensores precisos de satélites oferecidos pelas agências espaciais", diz Shepherd. "Sem esses esforços, não poderíamos dizer às pessoas com certeza que nossas coberturas de gelo estão mudando nem pôr fim a dúvidas que persistiram durante anos." Na foto, cobertura de gelo da Groenlândia (Foto: Ian Joughin, Universidade de Washington).


A perda de cobertura de gelo já havia sido reportada anteriormente pelo Painel Intergovernamental em Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês) em 2007, mas não estava claro se a Antártida estaria crescendo ou encolhendo. Agora, estimativas sugerem que tanto a Antártida como a Groenlândia (na foto acima) estão perdendo gelo (Foto: Ian Joughin, Universidade de Washington).


O novo estudo mostra que o derretimento de gelo aumentou, causando a elevação anual de até 0,95mm no nível dos mares. Na foto, o sol da meia-noite refletido no gelo da Groenlândia (Foto: Ian Joughin, Universidade de Washington).


A aceleração do derretimento polar tem implicações profundas. Nos locais onde o gelo desaparece por completo, a superfície perde seu poder natural de refletir a radiação solar de volta ao espaço. As águas ficam mais escuras e, assim, absorvem mais calor. Na foto, o Sol reflete em montanhas e icebergs na ilha Adelaide, na Antártida (Foto: Hamish Pritchard, BAS).


Pesquisas prévias indicam que uma grande redução no gelo dos mares deve impactar a rota de ventos que controlam o nosso sistema climático e as tempestades (Foto: Ian Joughin, Universidade de Washington).


Na foto, Hamish Pritchard, em uma expedição britânica na Antártida. Um esforço colaborativo de 47 pesquisadores vem coletando amostras de rochas para entender mais sobre o degelo polar. (Foto: Mike Brian).

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