lunes, 3 de diciembre de 2012

'Afronautas' - Série de fotos celebradas retrata 'fantasia espacial' africana

O documentário ficcional The Afronauts, sobre um fracassado programa espacial criado em Zâmbia nos anos 1960, ganhou destaque ao ser indicado para um prêmio de fotografia alemão.
A fotógrafa espanhola Cristina de Middel, autora do projeto, diz que se inspirou em imagens de arquivo documentando as atividades da Academia Nacional de Ciências de Zâmbia e seu programa espacial não-oficial.
Por trás desse programa estava o professor escolar Edward Makuka Nkoloso, cujo sonho era superar os EUA e a União Soviética na corrida espacial e lançar uma missão tripulada bem-sucedida.
Middel diz que The Afronauts é baseado "na documentação de um sonho impossível, que só existia nas telas".
Suas fotos são excêntricas e provocativas. "As imagens são belas, e a história é agradável a princípio, mas é baseada no fato de que ninguém acredita que a África algum dia chegará à Lua", diz ela. "(O projeto) esconde uma sutil crítica à nossa visão de todo o continente e aos nossos preconceitos."


De autoria da fotógrafa espanhola Cristina de Middel, o documentário fictício 'The Afronauts', sobre o programa espacial da Zâmbia nos anos 1960, acaba de ser nomeado ao prêmio de fotografia 2013 Deutsche Borse. Na foto, um "afronauta" em treinamento.


A fotógrafa espanhola é um dos quatro finalistas do prêmio. "Como fotojornalista, sempre fui atraída por linhas excêntricas de contar histórias, evitando temas que são lugares-comuns", diz ela. 


Middel diz que "Afronauts" é baseado "na documentação de um sonho impossível, que só existia nas telas". 


Ela diz que se inspirou em imagens de arquivo documentando o programa espacial não-oficial da Academia Nacional de Ciências de Zâmbia. 


O programa, por sua vez, fora idealizado pelo professor Edward Makuka Nkoloso, que sonhava em vencer a União Soviética e os EUA na corrida espacial e em lançar uma missão espacial tripulada bem-sucedida. 


Infelizmente, o programa fracassou por falta de financiamento da Unesco (braço da ONU para a cultura) e pelo fato de que a mulher astronauta do projeto engravidou. Na foto acima, a pegada de um "afronauta" na 
areia.


As fotos de Middel são excêntricas e provocativas. "As imagens são belas, e a história é agradável a princípio, mas é baseada no fato de que ninguém acredita que a África algum dia chegará à Lua", diz ela. "(O projeto) esconde uma sutil crítica à nossa visão de todo o continente e aos nossos preconceitos." Acima, um "afronauta" em uma base de treinamento. 


O projeto levou um ano para ser concluído, já que a fotógrafa trabalhou em outras iniciativas durante esse período.  


A maioria das fotos foi feita na Espanha. Algumas foram clicadas durante missões da Cruz Vermelha Espanhola em territórios palestinos, na Itália e nos EUA. Nenhuma foto sequer foi feita em Zâmbia. Acima, um "alienígena". 

 
O prêmio de fotografia Deutsche Borse é promovido pela Photographers’ Gallery, London. Dá anualmente 30 mil libras a um fotógrafo vivo de qualquer nacionalidade, em reconhecimento a um trabalho específico em uma exposição ou em uma publicação que contribua para a fotografia. 

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