O documentário ficcional The Afronauts, sobre um fracassado programa
espacial criado em Zâmbia nos anos 1960, ganhou destaque ao ser indicado para um
prêmio de fotografia alemão.
A fotógrafa espanhola Cristina de Middel, autora do projeto, diz que se
inspirou em imagens de arquivo documentando as atividades da Academia Nacional
de Ciências de Zâmbia e seu programa espacial não-oficial.
Por trás desse programa estava o professor escolar Edward Makuka Nkoloso,
cujo sonho era superar os EUA e a União Soviética na corrida espacial e lançar
uma missão tripulada bem-sucedida.
Middel diz que The Afronauts é baseado "na documentação de um sonho
impossível, que só existia nas telas".
Suas fotos são excêntricas e provocativas. "As imagens são belas, e a
história é agradável a princípio, mas é baseada no fato de que ninguém acredita
que a África algum dia chegará à Lua", diz ela. "(O projeto) esconde uma sutil
crítica à nossa visão de todo o continente e aos nossos preconceitos."
De autoria da fotógrafa espanhola Cristina de Middel, o documentário
fictício 'The Afronauts', sobre o programa espacial da Zâmbia nos anos
1960, acaba de ser nomeado ao prêmio de fotografia 2013 Deutsche Borse.
Na foto, um "afronauta" em treinamento.
A fotógrafa espanhola é um dos quatro finalistas do prêmio. "Como
fotojornalista, sempre fui atraída por linhas excêntricas de contar
histórias, evitando temas que são lugares-comuns", diz ela.
Middel diz que "Afronauts" é baseado "na documentação de um sonho impossível, que só existia nas telas".
Ela diz que se inspirou em imagens de arquivo documentando o programa
espacial não-oficial da Academia Nacional de Ciências de Zâmbia.
O programa, por sua vez, fora idealizado pelo professor Edward Makuka
Nkoloso, que sonhava em vencer a União Soviética e os EUA na corrida
espacial e em lançar uma missão espacial tripulada bem-sucedida.
Infelizmente, o programa fracassou por falta de financiamento da Unesco
(braço da ONU para a cultura) e pelo fato de que a mulher astronauta do
projeto engravidou. Na foto acima, a pegada de um "afronauta" na
areia.
As fotos de Middel são excêntricas e provocativas. "As imagens são
belas, e a história é agradável a princípio, mas é baseada no fato de
que ninguém acredita que a África algum dia chegará à Lua", diz ela. "(O
projeto) esconde uma sutil crítica à nossa visão de todo o continente e
aos nossos preconceitos." Acima, um "afronauta" em uma base de
treinamento.
O projeto levou um ano para ser concluído, já que a fotógrafa trabalhou em outras iniciativas durante esse período.
A maioria das fotos foi feita na Espanha. Algumas foram clicadas durante
missões da Cruz Vermelha Espanhola em territórios palestinos, na Itália
e nos EUA. Nenhuma foto sequer foi feita em Zâmbia. Acima, um
"alienígena".
O prêmio de fotografia Deutsche Borse é promovido pela Photographers’
Gallery, London. Dá anualmente 30 mil libras a um fotógrafo vivo de
qualquer nacionalidade, em reconhecimento a um trabalho específico em
uma exposição ou em uma publicação que contribua para a fotografia.
Fonte: BBC Brasil









